O Jovem rico

"Ninguém é condenado por ser rico e nem salvo por ser pobre"

Mas é grande ganho a piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína (1 Tm 6.7-9).

Ninguém é condenado por ser rico e nem salvo por ser pobre. A Bíblia ensina que nem a pobreza e nem a riqueza são virtudes. Apesar de os profetas da prosperidade afirmarem que ser pobre é maldição, isto é uma falácia, a vida do homem não se constitui dos bens que possui. Não devemos ir para um extremo e nem para o outro (Pv 30.8-9). É verdade que a riqueza é bênção de Deus, desde que seja adquirida de maneira honesta e não visando exclusivamente os deleites (Tg 4.3), e que ela não venha dominar a pessoa. Também é bom saber que a pobreza não é símbolo de maldição de Deus (Pv 17.1; 1 Tm 6.7-9). A Bíblia condena o amor ao dinheiro (1 Tm 6.10), pois a avareza é reputada como idolatria (Cl 3.5).


A moralidade do jovem rico, em Mateus 19.16-30, é desmascarada quando cai em contradição: "Tudo isto tenho guardado desde a minha mocidade", ou seja, ele tem obedecido a lei, amado a Deus e ao próximo como a si mesmo. Entretanto, quando Jesus lhe disse para dar sua riqueza aos pobres, "retirou-se triste", porque considerou isso algo muito difícil. Como então, ele poderia dizer que amava ao próximo com a si mesmo se estava se recusando a dar seu dinheiro aos pobres? Devemos honrar a Deus com as nossas fazendas (Pv 3.9), porque nada trouxemos a este mundo e nada dele podemos levar (1 Tm 6.7). Somos apenas mordomos e administradores dos bens que Deus nos confiou.


Infelizmente há ainda na igreja aqueles que colocam o dinheiro em primeiro lugar em sua vida. Afirmam amar a Deus, mas quando chegar a hora da prova, retiram-se tristes, porque ainda não foram libertos, continuam prisioneiros da riqueza. O crente rico deve confiar em Deus e não na sua riqueza (Jr 9.23-24; 1 Tm 6.17).